April - "Tell me the truth, Frank. Remmeber that?
We used to live by it. And do you know what's so good about the truth?
Everyone knows what it is, however long they've lived without it.
No one forgets the truth, Frank, they just get better at lying."
(itálico meu).
Fala de April para o seu marido, Frank retirada do filme "Revolutinary Road", de Sam Mendes, com Kate Winslet e Leonardo DiCaprio, 2008.
terça-feira, 8 de Dezembro de 2009
sábado, 5 de Dezembro de 2009
Eterno sem nunca, talvez...
(Desconfio sempre de montagens que substituem os vídeos mas como creio que a canção vale muito a pena, cá vai o vídeo possível).
"Há amor amigo
Amor rebelde
Amor antigo
Amor de pele
Há amor tão longe
Amor distante
Amor de olhos
Amor de amante
Há amor de Inverno
Amor de Verão
Amor que rouba
Como um ladrão
Há amor passageiro
Amor não amado
Amor que aparece
Amor descartado
Ha amor despido
Amor ausente
Amor de corpo
E sangue, bem quente
Há amor adulto
Amor pensado
Amor sem insulto
Mas nunca, nunca tocado
Há amor secreto
De cheiro intenso
Amor tao próximo
Amor de incenso
Há amor que mata
Amor que mente
Amor que nada, mas nada
Te faz contente, me faz contente
Há amor tão fraco
Amor não assumido
Amor de quarto
Que faz sentido
Há amor eterno
Sem nunca, talvez
Amor tão certo
Que acaba de vez
Há amor de certezas
Que nao trará dor
Amor que afinal
é amor,
Sem amor
O amor é tudo,
Tudo isto
E nada disto
Para tanta gente
e acabar de maneira igual
E recomecar
Um amor diferente
Sempre, para sempre
Para sempre"
"Sempre para sempre", Donna Maria.
sexta-feira, 4 de Dezembro de 2009
Da gratidão
Dona L: "Professora, ontem esqueci-me mas hoje já está, quando quiser pode ir ao bar e pedir o cafézinho que já paguei para si."
Eu: "Oh Dona L. não é preciso, já tem as suas despesas, agora andar-me a pagar cafés...obrigada, é uma querida".
E é mesmo. Pena a vida continuar a não lhe devolver o troco que merece.
É que o preço da generosidade e doçura está mal cotado no mercado da gratidão.
E isso não há café que pague.
Eu: "Oh Dona L. não é preciso, já tem as suas despesas, agora andar-me a pagar cafés...obrigada, é uma querida".
E é mesmo. Pena a vida continuar a não lhe devolver o troco que merece.
É que o preço da generosidade e doçura está mal cotado no mercado da gratidão.
E isso não há café que pague.
quinta-feira, 3 de Dezembro de 2009
segunda-feira, 30 de Novembro de 2009
Técnicas para um homem satisfazer por completo a sua parceira...
Não resisto a publicar aqui, apesar de já ter reencaminhado, por e-mail, para meio (do meu) mundo...
"Técnica nº1: Mãos Molhadas
Sim, a técnica das mãos molhadas. Certamente a mais popular entre as mulheres. Tão simples. Tão excitante. Você vai deixá-la sem fôlego:
Faça a sua mulher sentar-se numa cadeira confortável na cozinha. Certifique-se que ela consegue ver muito bem tudo que você faz.
Encha a pia da banca da cozinha com água e adicione algumas gotas de detergente para louça com aroma. (Existem muitos aromas que podem ser utilizados -maçã, limão, lavanda - escolha o que quiser. Se estiver em dúvida, experimente o 'neutro').
Pegue numa esponja macia, submerja as mãos na água e sinta sua pele ser envolvida pelo líquido até que a esponja esteja bem molhada.
Agora, movendo-se devagar e gentilmente, pegue num prato sujo do jantar, coloque-o dentro da pia e esfregue a esponja em toda a superfície do prato. Vá esfregando com movimentos circulares até que o prato esteja limpo.
Enxagúe o prato com água limpa e coloque-o a secar. Repita com toda a louça do jantar até que sua parceira esteja extasiada de prazer.
Técnica nº2: Vibrando pela Sala
Esta técnica utiliza o que para muitas mulheres é considerado um "brinquedinho". É um pouco mais difícil do que a primeira, mas com algum treino vai fazer com que sua parceira grite de prazer.
Cuidadosamente pegue no aspirador do lugar onde ele fica guardado. Seja gentil, demonstre a ela que sabes o que está a fazer.
Liga-o á tomada, aperte os botões certos na ordem correcta.
Vagarosamente vá se movendo para frente e para trás, para frente e para trás... Por toda a carpete da sala. Saberá quando deve passar para uma nova área.
Vá mudando gradativamente de lugar. Repita quantas vezes seja necessário até atingir os resultados.
Técnica n°3: A camisola Molhada
Este joguinho é bem fácil, embora precise de mente rápida e reflexos certeiros. Se você for capaz de administrar correctamente a agitação e a vibração do processo, a sua parceira falará de sua performance a todas as amigas dela.
Você precisará de duas pilhas de roupas sujas. Uma com as roupas brancas, e outra com as coloridas.
Vá deitando gentilmente o detergente e amaciador dentro dela (para deixar a mulher ofegante, use exactamente a quantidade recomendada pelo fabricante).
Agora, sensualmente coloque as roupas brancas na máquina... uma de cada vez.... Devagar. Feche a tampa e ligue o 'ciclo completo'.
Enquanto você vê sua companheira babar de desejo por você, essa é uma óptima oportunidades para pôr em prática a Técnica nº2.
No fim do ciclo, retire as roupas da máquina e estenda-as para secar. Repita a operação com as roupas coloridas.
Atenção: Se nesse ponto ela começar a gritar algo como: - "Sim! Sim! Ai! Isso! Ai mesmo! Oh meu Deus! Não pára! Não pára!" Não pare. Continue até que ela esteja exausta de prazer.
Técnica nº4: O que sobe, desce
Esta é uma técnica muito rapidinha. Para aqueles momentos em que você quer surpreendê-la com um toque de satisfação e felicidade. Pode ter certeza, ela não vai resistir.
Ao ir ao WC, levante o assento da sanita. Ao terminar, baixe novamente.
Se o rolo do papel higiénico acabou, substitua por outro, colocando-o no sítio respectivo.
Faça todas as vezes.
Ela vai precisar de atendimento médico de tanto prazer.
Técnica nº5: Gratificação Total
Cuidado: colocar em prática esta técnica pode levar a sua companheira a um tal estado de sublimação que será difícil depois acalmá-la, podendo causar riscos irreversíveis na saúde da mulher.
Esta técnica leva algum tempo para aperfeiçoar. Empenhe-se com afinco. Experimente sozinho algumas vezes durante a semana e tente surpreendê-la numa sexta-feira à noite. Funciona melhor se ela trabalha até tarde, ou não tem hora certa de saída do emprego e chega cansada a casa.
Aprenda a fazer uma refeição completa. Seja bom nisso.
Quando ela chegar a casa, convença-a a tomar um banho relaxante (de preferência aromático numa banheira de água morna que você já preparou).
Enquanto ela está lá, termine o jantar que você já adiantou antes dela chegar em casa.
Após ela estar relaxada pelo banho e saciada pelo jantar, proceda com a Técnica nº1.
Preste atenção nela pois o estado de satisfação será extremamente alto, podendo causar coma repentino."
"Técnica nº1: Mãos Molhadas
Sim, a técnica das mãos molhadas. Certamente a mais popular entre as mulheres. Tão simples. Tão excitante. Você vai deixá-la sem fôlego:
Faça a sua mulher sentar-se numa cadeira confortável na cozinha. Certifique-se que ela consegue ver muito bem tudo que você faz.
Encha a pia da banca da cozinha com água e adicione algumas gotas de detergente para louça com aroma. (Existem muitos aromas que podem ser utilizados -maçã, limão, lavanda - escolha o que quiser. Se estiver em dúvida, experimente o 'neutro').
Pegue numa esponja macia, submerja as mãos na água e sinta sua pele ser envolvida pelo líquido até que a esponja esteja bem molhada.
Agora, movendo-se devagar e gentilmente, pegue num prato sujo do jantar, coloque-o dentro da pia e esfregue a esponja em toda a superfície do prato. Vá esfregando com movimentos circulares até que o prato esteja limpo.
Enxagúe o prato com água limpa e coloque-o a secar. Repita com toda a louça do jantar até que sua parceira esteja extasiada de prazer.
Técnica nº2: Vibrando pela Sala
Esta técnica utiliza o que para muitas mulheres é considerado um "brinquedinho". É um pouco mais difícil do que a primeira, mas com algum treino vai fazer com que sua parceira grite de prazer.
Cuidadosamente pegue no aspirador do lugar onde ele fica guardado. Seja gentil, demonstre a ela que sabes o que está a fazer.
Liga-o á tomada, aperte os botões certos na ordem correcta.
Vagarosamente vá se movendo para frente e para trás, para frente e para trás... Por toda a carpete da sala. Saberá quando deve passar para uma nova área.
Vá mudando gradativamente de lugar. Repita quantas vezes seja necessário até atingir os resultados.
Técnica n°3: A camisola Molhada
Este joguinho é bem fácil, embora precise de mente rápida e reflexos certeiros. Se você for capaz de administrar correctamente a agitação e a vibração do processo, a sua parceira falará de sua performance a todas as amigas dela.
Você precisará de duas pilhas de roupas sujas. Uma com as roupas brancas, e outra com as coloridas.
Vá deitando gentilmente o detergente e amaciador dentro dela (para deixar a mulher ofegante, use exactamente a quantidade recomendada pelo fabricante).
Agora, sensualmente coloque as roupas brancas na máquina... uma de cada vez.... Devagar. Feche a tampa e ligue o 'ciclo completo'.
Enquanto você vê sua companheira babar de desejo por você, essa é uma óptima oportunidades para pôr em prática a Técnica nº2.
No fim do ciclo, retire as roupas da máquina e estenda-as para secar. Repita a operação com as roupas coloridas.
Atenção: Se nesse ponto ela começar a gritar algo como: - "Sim! Sim! Ai! Isso! Ai mesmo! Oh meu Deus! Não pára! Não pára!" Não pare. Continue até que ela esteja exausta de prazer.
Técnica nº4: O que sobe, desce
Esta é uma técnica muito rapidinha. Para aqueles momentos em que você quer surpreendê-la com um toque de satisfação e felicidade. Pode ter certeza, ela não vai resistir.
Ao ir ao WC, levante o assento da sanita. Ao terminar, baixe novamente.
Se o rolo do papel higiénico acabou, substitua por outro, colocando-o no sítio respectivo.
Faça todas as vezes.
Ela vai precisar de atendimento médico de tanto prazer.
Técnica nº5: Gratificação Total
Cuidado: colocar em prática esta técnica pode levar a sua companheira a um tal estado de sublimação que será difícil depois acalmá-la, podendo causar riscos irreversíveis na saúde da mulher.
Esta técnica leva algum tempo para aperfeiçoar. Empenhe-se com afinco. Experimente sozinho algumas vezes durante a semana e tente surpreendê-la numa sexta-feira à noite. Funciona melhor se ela trabalha até tarde, ou não tem hora certa de saída do emprego e chega cansada a casa.
Aprenda a fazer uma refeição completa. Seja bom nisso.
Quando ela chegar a casa, convença-a a tomar um banho relaxante (de preferência aromático numa banheira de água morna que você já preparou).
Enquanto ela está lá, termine o jantar que você já adiantou antes dela chegar em casa.
Após ela estar relaxada pelo banho e saciada pelo jantar, proceda com a Técnica nº1.
Preste atenção nela pois o estado de satisfação será extremamente alto, podendo causar coma repentino."
sábado, 28 de Novembro de 2009
O papel do Natal
Para quem pensa que venho aqui falar sobre o espírito natalício (seja presente, passado ou futuro numa perspectiva “Dickensniana” que aqui ficaria muito bem e daria não mais mas algum estatuto a esta crónica) ou das prendas, das luzes e demais decorações alusivas à quadra que se aproxima, desengane-se. Não vou versar sobre nada disso.
Vou falar de algo que a cada ano que passa, ganha maior relevância na lista de compras natalícias, algo que apesar da sua inegável utilidade, quando associado à temática do Natal, ganha um estatuto de adorno. E, como sabemos, o adorno é, por definição, algo…como dizê-lo… inútil, supérfluo.
Falo, obviamente, do papel higiénico com motivos natalícios. E já sei que os fãs da “Hello Kitty” e desenhos animados afins que depois são explorados até à exaustão (tanto decorativa como económica) estarão contra esta minha visão detractora do papel higiénico natalício. O fãs e consumidores ávidos “Kittyanos” certamente têm uma “Kitty” natalícia em cada divisão da casa e davam os dedos mindinhos das mãos para que houvesse um papel higiénico da “Kitty” (se não houver mesmo!).
Todavia, analisemos esta problemática a fundo: o papel higiénico tem uma função clara, específica e na maior parte das vezes, eficaz. Regra geral nem nos lembramos da sua importância no nosso quotidiano, senão quando está em falta (é o papel higiénico e os fósforos, mas isso ficará para outra altura, mas pensem nisso...casa sem fósforos…).
Ora se não nos lembramos que o usamos tanto é porque é suposto não nos lembrarmos, afinal está ligado a algo que não é agradável mas que tem de ser feito, daí ser designado de necessidade. Não há necessidade, contudo, de decorar com motivos natalícios, cores, ou padrões algo que terá menos tempo de “vida” que uma Efémera. Comprar rolos de papel higiénico dessa natureza denigre, viola até o estatuto utilitário e altamente perecível que esta ferramenta de limpeza humana acarreta. Já para não dizer que não faz absolutamente qualquer sentido.
Numa época de contenção, em que facilmente se entra em overdose de uso de cupões, talões de desconto e “outras complicações”, creio ser absolutamente dispensável o recurso a algo que não só é mais dispendioso como não abona nada pelo espírito do Natal. Não creio que o “Pai Natal” fique mais orgulhoso por isso, ou que gostasse de ver o seu nome associado a algo cujo propósito é ímpio.
Já sei que me vão dizer que essa premissa é ridícula pois o “Pai Natal” não existe. Mas ridículo por ridículo, prefiro acreditar no efeito positivo que a personagem tem entre as crianças que na utilidade de um rolo de papel forrado a vermelho e com estrelas a brilhar. E que irá para o lixo daí a escassos minutos.
Ridículo, não?
Vanessa Limpo
in "Expresso Sem Mais", edição de 28 de Novembro de 2009.
Vou falar de algo que a cada ano que passa, ganha maior relevância na lista de compras natalícias, algo que apesar da sua inegável utilidade, quando associado à temática do Natal, ganha um estatuto de adorno. E, como sabemos, o adorno é, por definição, algo…como dizê-lo… inútil, supérfluo.
Falo, obviamente, do papel higiénico com motivos natalícios. E já sei que os fãs da “Hello Kitty” e desenhos animados afins que depois são explorados até à exaustão (tanto decorativa como económica) estarão contra esta minha visão detractora do papel higiénico natalício. O fãs e consumidores ávidos “Kittyanos” certamente têm uma “Kitty” natalícia em cada divisão da casa e davam os dedos mindinhos das mãos para que houvesse um papel higiénico da “Kitty” (se não houver mesmo!).
Todavia, analisemos esta problemática a fundo: o papel higiénico tem uma função clara, específica e na maior parte das vezes, eficaz. Regra geral nem nos lembramos da sua importância no nosso quotidiano, senão quando está em falta (é o papel higiénico e os fósforos, mas isso ficará para outra altura, mas pensem nisso...casa sem fósforos…).
Ora se não nos lembramos que o usamos tanto é porque é suposto não nos lembrarmos, afinal está ligado a algo que não é agradável mas que tem de ser feito, daí ser designado de necessidade. Não há necessidade, contudo, de decorar com motivos natalícios, cores, ou padrões algo que terá menos tempo de “vida” que uma Efémera. Comprar rolos de papel higiénico dessa natureza denigre, viola até o estatuto utilitário e altamente perecível que esta ferramenta de limpeza humana acarreta. Já para não dizer que não faz absolutamente qualquer sentido.
Numa época de contenção, em que facilmente se entra em overdose de uso de cupões, talões de desconto e “outras complicações”, creio ser absolutamente dispensável o recurso a algo que não só é mais dispendioso como não abona nada pelo espírito do Natal. Não creio que o “Pai Natal” fique mais orgulhoso por isso, ou que gostasse de ver o seu nome associado a algo cujo propósito é ímpio.
Já sei que me vão dizer que essa premissa é ridícula pois o “Pai Natal” não existe. Mas ridículo por ridículo, prefiro acreditar no efeito positivo que a personagem tem entre as crianças que na utilidade de um rolo de papel forrado a vermelho e com estrelas a brilhar. E que irá para o lixo daí a escassos minutos.
Ridículo, não?
Vanessa Limpo
in "Expresso Sem Mais", edição de 28 de Novembro de 2009.
quarta-feira, 25 de Novembro de 2009
Muito riso para se manter o (pouco) siso

E lá teve de ser, it was a dirty job but someone had to do it...lá tive de ir, na melhor das companhias possíveis. O Maxime lá estava, trajado na sua mística de antigo cabaret, o público expectante e eu claro, já a preparar os músculos abdominais para o que sabia que haveria de ser uma barrigada de riso.
E não é que foi?? When it comes to good laughs, tradition still is what it used to be. E isso dá, além de muito exercício abdominal, um quentinho cá dentro.
Qual elcasei imunitas qual quê...uma gargalhada por dia, isso sim, nem sabe o bem que lhe fazia.
E a sanidade mental agradece.
terça-feira, 24 de Novembro de 2009
E quando pensamos que já nada nos surpreende...
E porque as surpresas nunca são demais ou acabam. Porque a realidade supera em muito a ficção, cá vai mais uma pérola do nosso Portugal: fiquei a saber através de uma amiga que há conjuntos ou jogos (gosto muito mais da expressão jogos, dá um ar lúdico à coisa) de mesa e até de casa de banho com o rosto de Nossa Senhora de Fátima...
Repito: Nossa Senhora e casa de banho na mesma frase...Estao a imaginar uma imagem da Nossa Senhora estampada ao lado de um bidet???
Pois, pensem nisso.
Impressão minha ou para além de pirosíssimo, é a melhor forma de invocar o espírito do "Diácono Remédios" no seu grau máximo de censurazzzzzz...?
É que, ó meuszzzz amigoszzzz, não havia mesmo "nexexidadezzz".
(Bola no canto superior direito da página do blog já e o Diácono a passar em loop mode!).
Repito: Nossa Senhora e casa de banho na mesma frase...Estao a imaginar uma imagem da Nossa Senhora estampada ao lado de um bidet???
Pois, pensem nisso.
Impressão minha ou para além de pirosíssimo, é a melhor forma de invocar o espírito do "Diácono Remédios" no seu grau máximo de censurazzzzzz...?
É que, ó meuszzzz amigoszzzz, não havia mesmo "nexexidadezzz".
(Bola no canto superior direito da página do blog já e o Diácono a passar em loop mode!).
segunda-feira, 23 de Novembro de 2009
Sugestões para upgrading televisivo...ou então, não.
De forma a continuar a inenarrável perpertuação de "Danças comigo" que a RTP inisiste em emitir, venho por este meio apresentar algumas das minhas sugestões para novas edições.
(NOTA: Sugestões que foram alvo de certificação junto do mais alto comissariado para os atentatos ao bom nome da comunicação social.)
- Dança comigo no elevador do metro.
- Dança comigo na fila do supermercado (se for no Pingo Doce do Rossio, tanto melhor, pois seja a que horas for Portugal inteiro e ilhas decide lá ir).
- Dança comigo na carreira 28 do eléctrico em hora de ponta (esta só para kamikazes).
- Dança comigo na Calçada de Carriche (a qualquer hora do dia serve, é sempre mau).
- Dança comigo à beira de um penhasco (aqui aconselho sempre a perspectiva de ousar e tentar dar o salto).
- Dança comigo numa cabine telefónica.
- Dança comigo numa jaula com leões patrocinada pelo Circo Chen.
- Dança comigo e com um faquir.
- Dança comigo e parte uma perna (coreografia orientada por Nuno Markl).
E, last but not the least, dança comigo num tanque submerso em água, estando preso por um colete de forças. (Patrocínio de Luís de Matos)
P.s. O colete de forças é para manter MESMO...é que o programa é de e para loucos!
(NOTA: Sugestões que foram alvo de certificação junto do mais alto comissariado para os atentatos ao bom nome da comunicação social.)
- Dança comigo no elevador do metro.
- Dança comigo na fila do supermercado (se for no Pingo Doce do Rossio, tanto melhor, pois seja a que horas for Portugal inteiro e ilhas decide lá ir).
- Dança comigo na carreira 28 do eléctrico em hora de ponta (esta só para kamikazes).
- Dança comigo na Calçada de Carriche (a qualquer hora do dia serve, é sempre mau).
- Dança comigo à beira de um penhasco (aqui aconselho sempre a perspectiva de ousar e tentar dar o salto).
- Dança comigo numa cabine telefónica.
- Dança comigo numa jaula com leões patrocinada pelo Circo Chen.
- Dança comigo e com um faquir.
- Dança comigo e parte uma perna (coreografia orientada por Nuno Markl).
E, last but not the least, dança comigo num tanque submerso em água, estando preso por um colete de forças. (Patrocínio de Luís de Matos)
P.s. O colete de forças é para manter MESMO...é que o programa é de e para loucos!
sexta-feira, 20 de Novembro de 2009
Lá fora há lugar
"Sinto o sangue dar-me a volta
sinto a vida andar à solta
Desdobro o mapa e vejo o tempo em movimento
Descubro o espaço, apago a luz do apartamento
- Deixo a noite nascer...
Eu investigo, não invisto em qualquer estrela
Quem me repara a alma
Se eu der cabo dela
- Solto quem me prender
Lá fora há lugar
À espera de mim
Sereno, sincero
Ninguem me afoga a fonte de cada momento
Ninguem me enterra a raiz do pensamento
Ouço as penas voar...
Sacudo o saco do segundo que demora
Enchi saco, eu só quero é ir-me embora
deixo as asas dançar...
Lá fora um lugar à espera de mim
Despido, desperto
Bebo o fogo, racho tábuas
Furo os ventos, rasgo as águas".
Jorge Palma.
Uma vez mais, obrigada A. Se a gratidão se pagar com (boas) conversas, então que a dívida não se salde nunca.
sinto a vida andar à solta
Desdobro o mapa e vejo o tempo em movimento
Descubro o espaço, apago a luz do apartamento
- Deixo a noite nascer...
Eu investigo, não invisto em qualquer estrela
Quem me repara a alma
Se eu der cabo dela
- Solto quem me prender
Lá fora há lugar
À espera de mim
Sereno, sincero
Ninguem me afoga a fonte de cada momento
Ninguem me enterra a raiz do pensamento
Ouço as penas voar...
Sacudo o saco do segundo que demora
Enchi saco, eu só quero é ir-me embora
deixo as asas dançar...
Lá fora um lugar à espera de mim
Despido, desperto
Bebo o fogo, racho tábuas
Furo os ventos, rasgo as águas".
Jorge Palma.
Uma vez mais, obrigada A. Se a gratidão se pagar com (boas) conversas, então que a dívida não se salde nunca.
quarta-feira, 18 de Novembro de 2009
O lixo dos dias...
A Dona L. trabalha lá na escola. É um daqueles seres quase invisíveis. Não pelo o espaço que ocupa (o do seu coração não cabe no nosso espaço, o espaço teve de se reinventar para saber acolher tanta candura) mas pelo o trabalho que desempenha.
Limpa, varre, colhe o lixo do chão e dos dias.
Sempre com um sorriso. Sempre educada.
Custa-lhe fazer o que faz, não porque a envergonhe. Desde cedo soube o duro preço que ganhar o pão da vida tem e a rudeza do que faz não se confunde com o brio com que se lhe dedica. Trabalho é substantivo comum para ela. Abstractos talvez só os tempos livres.
Desço e subo as escadas. Passo pelos corredores. Lá esta ela, sentinela de chão e paredes. É daquelas pessoas que, num olhar, sabemos ler de um só trago. Não tem um pingo de maldade em si.
A vida foi e é dura para ela. Não se queixa das dores nas costas que deve sentir, das horas a fio que trabalha, do esforço físico que o seu trabalho implica.
E, por isso, ganhei o meu dia quando me disse: "Olá, olha é a professora simpática, como está?".
Digo-lhe que o seu nome é o nome que daria a uma filha. E todo o seu rosto se ilumina. Sorri. E a sua doçura, sorri lá dentro, com ela.
Limpa, varre, colhe o lixo do chão e dos dias.
Sempre com um sorriso. Sempre educada.
Custa-lhe fazer o que faz, não porque a envergonhe. Desde cedo soube o duro preço que ganhar o pão da vida tem e a rudeza do que faz não se confunde com o brio com que se lhe dedica. Trabalho é substantivo comum para ela. Abstractos talvez só os tempos livres.
Desço e subo as escadas. Passo pelos corredores. Lá esta ela, sentinela de chão e paredes. É daquelas pessoas que, num olhar, sabemos ler de um só trago. Não tem um pingo de maldade em si.
A vida foi e é dura para ela. Não se queixa das dores nas costas que deve sentir, das horas a fio que trabalha, do esforço físico que o seu trabalho implica.
E, por isso, ganhei o meu dia quando me disse: "Olá, olha é a professora simpática, como está?".
Digo-lhe que o seu nome é o nome que daria a uma filha. E todo o seu rosto se ilumina. Sorri. E a sua doçura, sorri lá dentro, com ela.
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